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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Zumbi Somos Nós


 

Fotos: Anderson Benelli
Ontem, 26/11, o Coletivo teve a satisfação de participar do projeto Zumbi Somos Nós, desenvolvido na escola Oscar Pereira localizada no Jd. Nakamura, fazendo o Resgate Histórico do Movimento Hip Hop. E foi lindo! 

   A presença, vibração e envolvimento dos/das educandos/as foi impressionante. 
  O Fora de Frequência parabeniza e agradece a professora Alessandra Tavares, seus colegas e alunos/as por propiciar, junto aos educandos/as, a vivencia desse projeto e noite especial. 

  É lindo sentir a energia dos nossos/as emanando. E nessa noite, que se fez linda, foi possível sentir a energia da  ancestralidade africana emergir e se manifestar em todos/as.

  O projeto Zumbi Somos Nós subverte um dos instrumentos de manutenção do sistema vigente, que se vale de diversos instrumentos institucionais procurando naturalizar e eternizar desigualdades e  preconceitos, infelizmente, entre estes instrumentos, está a escola. 

  Sim, a escola (sistema educacional), que mesmo após a lei 10.639/03,alterada pela Lei 11.645/08,  se recusa ou resiste a real aplicação da referida, fazendo com que a mesma esteja, praticamente, em desuso, com raras exceções de projetos, como este aqui citado, desenvolvidos muitas vezes por educadores/as com pouco ou nenhum apoio institucional.

SALVE AS PERIFERIAS E FAVELAS QUILOMBOLAS!

SOMOS TODOS ZUMBI!
SOMOS TODAS DANDARA!

Mais fotos aqui.



 

 

 

 


sábado, 27 de setembro de 2014

Hip Hop não Pára


 No dia 27/09, ocorreu mais um Resgate Histórico do Movimento Hip Hop, desta vez, na escola Estadual Amélia Kehr localizada no Jd. Horizonte Azul na periferia da zona sul de São Paulo. 

   O Coletivo Fora de Frequência, mais uma vez, contou com a colaboração do SP Clan, Jaçarau e  DJ V-Rep e todos foram muito bem recebidos pelos/as alunos/as e professores/as parceiros/as nessa empreitada.

Mas, infelizmente, dentre todas as escolas que o Coletivo esteve até aqui, a Amélia Kehr é a mais deteriorada de todas, a imagem de descaso e abandono do poder público é evidente. 
   
   O estado de conservação e manutenção do local é deplorável - além do excesso de grades (padrão em todas as escolas do estado, que mais parecem cadeias) - os banheiros estão caóticos, descargas não funcionam corretamente inundando tudo, a pintura da escola toda está maltratada e descascada, o pátio da escola tem água minando do chão, pois, ela foi construída sobre uma mina d'água (conforme relato de moradores locais). O que põe seus alunos, alunas e funcionários/as, no mínimo, numa situação delicada e preocupante. Se água está surgindo em um chão de concreto azulejado, surge questões: como deve estar suas estruturas? Será que o prédio é seguro para receber mais de 1000 alunos/as por período?

 

     

 

 

Veja mais fotos no facebook.






terça-feira, 6 de agosto de 2013

Resgate Histórico do Movimento Hip Hop - Relato da Experiência




Alanshark e Educandos/as  (durante Resgate Histórico do Movimento Hip Hop)
Essa primeira experiência proporcionou bons frutos, pois o ponta pé inicial foi dado com a participação de 40 jovens frequentadores do Família CJ (Santa Lúcia) situado no Jd. Kagohara.

Os/as envolvidos no processo se sentiram a vontade para dialogar sobre os temas provocados durante a explanação da história do movimento Hip Hop e o contexto social e político que ele surge e se desenvolve. O que propiciou intensa reflexão coletiva sobre a realidade em que os/as próprios educandos/as estão inseridos, pois o contexto político social atual da juventude periférica não é muito diferente do das décadas de 60, 70, 80, 90 e 2000, o que acaba causando identificação no que se diz respeito a necessidade de superação de diversos problemas sociais.

Trabalhando quatro elementos (DJ, MC, Graffiti e Break) do Hip Hop foi possível fomentar o estudo da realidade e consequentemente o quinto elemento (conhecimento), nesse exercício de troca de conhecimento, acreditamos que a visão de mundo de todos/as os envolvidos mudou, ou melhor, ampliou.

Ainda nesse processo foram valorizados jovens artistas e atletas locais que estão dando seus primeiros passos no mundo da música, da dança e do skate. Foram eles: Crew Titãns (formada por dois B.Boys e duas B. Girls) e o grupo de Rap Projeto 13 (formado por três MC’s), além dos skatistas presentes que também tiveram espaço para suas manobras.

O grupo de Rap Fora de Frequência (que deu origem ao coletivo FF) encerrou com pocket show e distribuição de Cds (primeiro álbum da banda Novos Ares) para os/as presentes.


Resumindo o processo, todos/as (educadores, artistas e educandos/as) viveram uma experiência de acesso a cultura, produção cultural local, estudo e protagonismo.

                        DJ Rebeldia (Workshop de DJ)


                   


B.Boy Schuwambach (Workshop de Break)
Participação de Jovem local (Crew Titãs)  durante workshop de Break 
                   
MC Pézão (Workshop de MC)

Anderson em Intervenção de Graffiti 

Grupo de Rap Projeto 13 (Microfone Aberto)











                                                                  
                                             Abaixo encontro dos elementos (Microfone Aberto) 




Fechamento com Fora de Frequência



Graffiti Finalizado


Fotos: Rafael Simões


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Resgate Histórico na Biblioteca Dona Nélida




No dia 15 de Setembro, o Coletivo Fora de Frequência esteve na Biblioteca Popular Dona Nélida situada na cidade de Itaquaciara ministrando uma oficina de Resgate Histórico da Cultura Hip Hop. A oficina contou com a presença de um público variado e foi ministrada para crianças, adolescentes, jovens e adultos o que se demonstrou um desafio interessante.
No primeiro momento contamos com a presença maior de crianças e adolescentes. Mas, com o aprofundamento das questões e conteúdo os jovens e adultos se aproximaram colaborando e enriquecendo ainda mais o debate com suas colocações e diferentes pontos de vista.
O encontro foi encerrado ao ar livre com Alanshark improvisando na rima e Alessandra recitando uma poesia para todos(as) os(as) presentes.


 

 




segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Vida Na Quebrada (Molecada MCs) - Primeira Música Gravada Pelos/as Educandos/as do Projeto Rua das Rimas


Depois de um longo processo de construção, reflexão, lapidação e ensaio, os educando/as do projeto Rua das Rimas gravaram a primeira música batizada por eles/as de "Vida na Quebrada", RAP onde descreveram um pouco da realidade em que vivem.

       Imagens do processo das oficinas abaixo

domingo, 17 de junho de 2012

Rua D'arte Vai ao CICAS



foto: JuninhoSendro
No dia 16/06, os artistas/educadores do Coletivo Fora de Frequência foram ao CICAS para ministrar mais uma das oficinas do projeto Rua D'Arte.
Os educadores iniciaram a oficina procurando instigar reflexões sobre o espaço explicando que o ato de intervir não é só pintar paredes. Mas tecer diálogos e relações entre os espaços urbanos e as pessoas a partir do ato artístico, significando e re-significando a cidade e seus espaços. Logo em seguida, foram apresentados aos educandos o estêncil com a explicação e contextualização de seu uso e funcionamento. Depois disso, partimos para a prática com os educandos intervindo e recebendo orientações técnicas sobre o uso do spray, quando  usar mais ou menos pressão, os tipos de caps (pinos) e suas funções.




terça-feira, 15 de maio de 2012

Encontro Macro Sudeste - RECID / Duelo de MC's / 4º Encontro dos Movimentos Sociais de MG



De 26 a 29/04 o Coletivo Fora de Frequência juntamente com as organizações Centro Maria Mariá, Circulo Palmarino (movimento), Bloco do Beco, Casa Lilith, A Banca, ACG, Aparelho Coletivo e MTD (movimento) que compõem a RECID - SP atualmente, estiveram reunidos com as Redes de MG, ES e RJ em BH no encontro macro sudeste, para passar por um processo de formação, avaliação, planejamento e deliberações sobre ações que foram e que serão desenvolvidas na macro região.

Em uma das noites do encontro os/as educadores/as do movimento Hip Hop e simpatizantes foram até o centro de BH para conhecerem o Duelo de MC's evento realizado toda sexta feira em baixo do viaduto Santa Tereza. E o que se vê por lá, chega a lembrar o início do movimento no Brasil nos tempos da São Bento em SP. O evento estava lotado e todos/as transbordavam energia positiva (pena não termos fotos deste momento tão especial).

A participação da Recid Sudeste na noite cultural do 4º encontro dos Movimentos Sociais de MG foi outro momento marcante do encontro. Para a felicidade de todos/as, novamente, o Hip Hop estava presente em peso na confraternização representado por Dj's e Mc's mandando em suas musicas mensagens cheias de protesto cumprindo seu papel social contra um sistema opressor que planta desigualdade.

Os MC's Rodrigo (Anexo Vertbal / Circulo Palmarino), Alanshark (Fora de Frequência) e Gás-pa (Coletivo de Hip Hop Luta Armada / O Levante) se apresentaram no evento.