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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Uma Viagem ao Beco do Batman



Saída Cultural: Beco do Batman - Graffiti: Boleta
Na Manhã de um Domingo ensolarado crianças residentes do Jd. Alto da Riviera, periferia da zona sul de São Paulo localizada no Distrito do Jd. Ângela, cruzam a ponte em direção a Vila Madalena (Z/O) com destino a um dos pontos referenciais do Graffiti brasileiro. As 8h da manhã, uma hora antes do horário marcado para saída, educandos(as), empolgados(as) para conhecer o lugar dito antes pelos educadores, já tocavam a campainha da sede do Coletivo Fora de Frequência, local marcado como ponto de encontro para saída em direção ao tão aclamado Beco do Batman. Michael, um dos educandos do projeto, relata que na noite anterior nem conseguiu dormir direito de tanta empolgação e ansiedade. Essa saída cultural, a primeira do total de duas, faz parte das oficinas do Rua D'Arte um dos projetos desenvolvidos pelo Coletivo.

 Após chegar ao tão esperado local de destino, o Beco do Batman (por volta das 11h), famoso entre os produtores e admiradores do Graffiti e da cultura urbana, os educadores(as) fazem uma breve contextualização e partem para a apreciação das obras expostas ao ar livre. Educadores(as) e educandos(as) passam pelos murais um a um discutindo e comparando suas similaridades e diferenças procurando identificar o artista autor do mural em questão. 
 Depois de caminhar por todo o beco já deslumbrados com tanta arte de qualidade, uma pequena parada para o lanche. Após lanchar e renovar as energias, quando educandos(as) já pensavam chegar ao fim a visita, foram surpreendidos quando indagados a continuar partindo para o Beco do Aprendiz, que fica logo ao lado. 
Marina Zumi dando alguns toques aos educand@s
 Quando, de volta ao Beco do Batman, se preparando para partir educadores(as) e educandos(as) tem uma agradável surpresa ao "esbarrarem" com os artistas Marcus Vinícius Enivo (Vine) e Marina Zumi fazendo algumas finalizações no mural deles. Os(As) educandos(as) logo se encantam com a Marina e a enchem de perguntas. A artista responde todas as questões com atenção e carinho e acaba dando uma pequena oficina de improviso fechando a saída cultural com chave de ouro. Pois, não há nada mais enriquecedor do que o contato direto com os artistas e as obras do mesmo.

O intuito dos educadores(as) de cruzar a ponte com os(as) educandos(as) é, além de proporcionar o contato direto com as obras de arte, ampliar o horizonte e repertório dos mesmos fazendo com que essa busca por conhecimento se torne um habito. Já que a comunidade periférica está isolada em ilhas com pouca, ou nenhuma, instituição que  sirva de fonte de informação, cultura e arte, além da escola. Apesar de ser fábrica da cultura popular e ninho de artistas e produtores que enriquecem nossa cultura com suas manifestações. Por isso, é necessário educá-los deste cedo a lutarem contra o isolamento e derrubarem as barreiras impostas por um sistema opressor que os impedem de ter acesso ao acervo do conhecimento humano e, consequentemente, o de sua própria história. Para que assim, quebrando as barreiras de isolamento, tenham acesso ao conhecimento de sua própria história e possam reescrevê-la transformado-á e conquistando o direito de Ser Mais.


O Coletivo Fora de Frequência aproveita para agradecer aos artistas Marina Zumi Marcus Vinícius Enivo (Vine) a atenção e carinho que tiveram com nossos(as) educandos(as). 

Muito Obrigado.















  

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Educand@s produzem 1º mural coletivo como resultado das oficinas do Rua D'Arte


Panorâmica de Mural Finalizado
No último final de semana, depois de estudarmos algumas técnicas de spray e  estêncil nas oficinas anteriores do Rua D'Arte, educandos(as) e educadores colocaram as mãos na tinta para a produção de um painel coletivo. Partindo de exemplos práticos os educadores ensinaram algumas técnicas de spray e rolinho e suas  funções no desenvolvimento do Graffiti estilo livre. 
Educand@s em ação
Após algumas experimentações, em uma roda de conversa, os(as) educandos(as) foram instigados a observar e refletir o espaço de intervenção e, consequentemente, a realidade da comunidade onde estão inseridos. Dessa  observação e troca de ideias foram surgindo palavras geradoras relacionadas a realidade local expostas pelos(as) próprios educandos(as). Cada tema gerador surgido foi colocado na parede pelo educando ou educanda que o manifestou, e em cima de cada palavra geradora (como favela por exemplo) os educadores levantavam questões problematizadores a fim de gerar reflexão e aquecer o debate preenchendo o mural a cada manifestação dos(as) educandos(as).


Aninha e educand@s
Quando estávamos a poucos minutos do fim da oficina recebemos a visita das parceiras Ana Carolina e Vina Choi que trouxeram com elas muita disposição e energia dando uma outra dinâmica para a atividade que resultou  numa oficina extra de processo criativo do estêncil. Com a chegada e participação das mulheres algumas meninas que estavam só observando, apesar te termos outras educandas participando das atividades, se sentiram mais a vontade para participarem e acabaram se juntando ao grupo. O que mostra o quanto foi e é importante ter representantes ativas do sexo feminino participando de um coletivo, crew, grupo, Posse, e na cultura Hip Hop, e em outras diversas manifestações sejam elas artísticas, políticas, administrativas e/ou culturais, entre outras. Ou seja, na sociedade como um todo. 

Vina Choi + educandos e o processo criativo do estêncil
Jennifer em ação


PC em ação
Roda de Conversa
Educando em ação

Felipe Fazendo estêncil

André Luís + Educand@s do Rua D'Arte + Anderson Benelli = Mural Finalizado